UE critica Irã por execução de jovem de 17 anos

Praga, 27 jan (EFE).- A Presidência rotativa da União Europeia (UE), atualmente em poder da República Tcheca, criticou duramente o Irã pela recente execução do jovem afegão Molla Gol Hassan, de apenas 17 anos, e de outras 20 pessoas.

EFE |

"Nunca se pode justificar a aplicação da pena de morte pelos órgãos iranianos no caso de jovens infratores, já que isto vai contra os princípios jurídicos fundamentais do direito internacional", disse a UE em nota divulgada hoje.

Gol Hassan foi executado dia 21 na prisão de Evin, em Teerã.

A UE também condenou a aplicação da pena de morte a outras 20 pessoas nos dias 20 e 21 de janeiro, sendo dez em Teerã, nove em Yazd e dois em Isfahan.

No ano passado, nove jovens infratores foram condenados pelo regime e condenados à morte.

A União Européia pede ao Governo iraniano que revogue a pena de morte e que, enquanto entra em vigor a nova legislação, declare uma moratória de todas as execuções, de acordo com as resoluções número 62/149 e 63/168 da Assembleia Geral da ONU.

Além disso, pede a Teerã que revise suas leis para que estejam em sintonia com os acordos internacionais sobre direitos humanos.

O acordo foi assinado pelo bloco europeu e países como Turquia, Islândia, Noruega, Ucrânia, Croácia, Albânia, Montenegro, Macedônia, Moldávia e Liechtenstein. EFE gm/dp

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