UE convida América Latina a participar de cruzada contra mudança climática

Bruxelas, 6 mai (EFE).- A União Européia (UE) convidará os países latino-americanos na próxima cúpula de Lima a participar da sua cruzada contra a mudança climática e a propiciar um desenvolvimento econômico que reduza as desigualdades, mas que respeite o meio ambiente.

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A 5ª cúpula bienal entre os países da UE, América Latina e o Caribe, que será realizada em Lima entre 15 e 16 de maio, girará em torno de dois temas que os europeus consideram inter-relacionados: a luta contra a pobreza e o combate à mudança climática.

Durante a apresentação de hoje da agenda da cúpula à imprensa, a Comissão Européia, órgão executivo da UE, enfatizou a necessidade de que europeus e latino-americanos unam forças para enfrentar desafios globais como a mudança climática.

De acordo com o anuncio feito em Bruxelas pela comissária para as Relações exteriores, a austríaca Benita Ferrero-Waldner, a CE confirmará em Lima a implementação de um plano de ação para ajudar os países latino-americanos a lutar de forma mais eficaz contra a mudança climática.

"Com ele propomos fortalecer o diálogo sobre o meio ambiente em todos os níveis, trocar conhecimentos, intensificar e coordenar ações já em andamento na região, para aumentar sua eficácia e impacto, e avaliar a situação do meio ambiente nos países da América Latina", declarou.

As questões ambientais e energéticas foram incluídas na ordem do dia do encontro a pedido da UE, enquanto o combate contra a pobreza, a desigualdade e a exclusão social foi solicitado pela parte latino-americana.

Os europeus se esforçam para explicar as ligações entre os dois assuntos.

"O crescimento de nossas economias e de nossos setores energéticos afeta de forma global o clima, enquanto a mudança climática representa um desafio para a prosperidade e a segurança de todos os nossos cidadãos", disse Ferrero-Waldner.

Ela acrescentou que "os efeitos da mudança climática afetarão primeiro e com mais intensidade os países e as povoações mais pobres e vulneráveis e, segundo os especialistas, a América Latina e o Caribe estão entre eles". EFE jms/bm/db

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