UE condena golpe na Mauritânia e pede volta imediata à ordem constitucional

Bruxelas, 7 ago (EFE).- A Presidência rotativa da União Européia (UE) - nas mãos da França - condenou hoje o golpe de Estado na Mauritânia que derrubou o presidente Sidi Ould Cheikh Abdallahi, e exigiu a restauração da ordem constitucional o mais rápido possível.

EFE |

"As atuais tensões políticas na Mauritânia devem ser resolvidas dentro do marco institucional resultante da transição para a democracia", afirmou, em comunicado, a Presidência da UE, que lembrou que o presidente foi escolhido em eleições livres e limpas.

A UE "condena totalmente o ato de força cometido pelo general Mohammed Ould Abdelaziz", declarado chefe do Conselho de Estado instaurado após a queda do Governo.

Além disso, a Presidência da UE afirmou que, em colaboração com a União Africana (UA), acompanhará de perto a situação política no país e, em particular, manterá as garantias de segurança para os cidadãos europeus.

O presidente do Parlamento Europeu (PE), Hans-Gert Pöttering, também condenou hoje o golpe e o qualificou de "inaceitável", e pediu aos golpistas a restauração imediata da ordem constitucional.

"Esta derrubada violenta do regime é inaceitável e ignora totalmente a escolha exercida pelo povo da Mauritânia a favor de um Governo legitimado democraticamente", disse.

Na quarta-feira, os chefes militares tomaram o poder na Mauritânia e detiveram o presidente do país, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, e o primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed el-Waguef.

O levante aconteceu pouco depois de o presidente anunciar a destituição do Estado-Maior do Exército. EFE mvs/an

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