Bruxelas, 13 ago (EFE).- A União Europeia (UE) afirmou hoje que os fechamentos maciços de escolas não são necessários para combater de forma preventiva a extensão da nova gripe.

O Comitê de Segurança Sanitária da UE afirmou, após uma reunião, que a eficácia global dessa medida é "incerta" e deve ser avaliada frente ao alto custo social e econômico que representaria.

A reunião do comitê aconteceu enquanto o Governo francês estuda a possibilidade de adiar o início do ano letivo, que deve começar em poucas semanas, para evitar a propagação da pandemia.

Por outro lado, o comitê precisou que o "fechamento local" de escolas onde tenham ocorrido contágios entre os estudantes pode ser benéfico para adiar a transmissão do vírus, apesar da eficácia da medida depender "claramente" de que esta seja tomada no momento oportuno.

Além disso, para garantir que esses fechamentos tenham resultados, aconselhou que sejam acompanhados de outras medidas adicionais, para evitar que as crianças se reúnam em outros lugares.

Em qualquer caso, a Comissão Europeia (órgão executivo da UE) lembrou que a decisão de fechar as escolas corresponde a cada Estado-membro, de acordo com a situação epidemiológica.

O comitê indicou também que os países devem estudar outras ações para limitar a ausência dos pais nos trabalhos e garantir a continuidade da educação das crianças, enquanto estas não puderem ir às aulas.

Também recomendou que as pessoas que apresentarem sintomas da nova gripe logo antes de iniciar uma viagem adiem a partida e permaneçam em casa.

Também aconselhou que os viajantes que apresentarem sintomas da doença em seu destino adiem a volta, limitem o contato com outras pessoas, fiquem no hotel e recebam ali o atendimento médico necessário.

Consequentemente, advertiu que os Estados-membros deverão atender cada vez mais casos de pessoas que estiverem de férias ou viagem de negócios fora de seu país de origem.

No entanto, o comitê deixou claro que isso são apenas recomendações durante a situação de pandemia e que, em nenhum momento, deve-se violar o direito à liberdade de movimento entre os Estados-membros, como contempla o Tratado da UE.

Nesse sentido, apesar das recomendações, afirmou que não se poderá impedir que as pessoas que tiverem desenvolvido os sintomas voltem a seu país, exceto por razões clínicas.

O comitê prepara agora outra recomendação relacionada à vacina para a nova gripe, sobre a qual trabalham três empresas farmacêuticas na UE, e que poderia começar a ser comercializadas em outubro, após superadas todas as supervisões comunitárias, disse, em entrevista coletiva, o porta-voz de Indústria da Comissão Europeia, Tom Van Lierop.

A Comissão Europeia também informou hoje que a comissária de Saúde europeia, Androulla Vassiliou, presidirá, em 11 de setembro, em Bruxelas, uma reunião sobre a nova gripe com a presença dos ministros do ramo do Grupo dos Sete (G7, os países mais desenvolvidos). EFE rja/an

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