UE condena agressões de colonos judeus a agricultores palestinos

Bruxelas, 31 out (EFE).- A União Européia (UE) condenou hoje nos termos mais fortes possíveis os atos de violência e brutalidade cometidos por colonos judeus contra agricultores palestinos nos assentamentos da Cisjordânia, e exigiu que Israel ponha fim a essas ações.

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A Presidência da UE -atualmente com a França- manifestou em comunicado que é "inaceitável" que a colheita da oliva, "vital para a economia dos territórios palestinos", seja interrompida por crescimento da violência e do aumento de atos ilegais.

Muitos plantadores de oliveira palestinos que se dispõem a colher as azeitonas não só têm problemas para chegar a suas terras -dependendo de permissão do Exército israelense-, mas, uma vez nelas, enfrentam agressões de colonos armados.

Além disso, a Presidência da UE insistiu em que compete ao Governo israelense -que oficialmente já condenou essas ações-, "tomar as medidas necessárias para detê-las imediatamente, de acordo com suas obrigações internacionais".

As agressões de colonos nesta época da colheita da azeitona são freqüentes, e costumam render sérios ferimentos para os colheiteiros e graves perdas materiais por destroços de terras e de oliveiras.

Muitos palestinos não entram em seus campos ao longo do ano por ter ficado ao oeste do muro de separação construído por Israel, ou por estar em zonas conflituosas ou próximas a assentamentos judaicos.

Por outro lado, quando a azeitona está pronta para ser colhida necessitam entrar em suas terras, o que desagrada os colonos judeus que vivem ali.

Na localidade de Kfar Kadum, próxima à cidade cisjordaniana de Nablus, repetiram-se os ataques nas últimas semanas e o Exército israelense declarou vários campos como "zonas militares fechadas".

EFE rja/jp

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