Bruxelas, 19 mar (EFE).- A Presidência da União Europeia (UE), que atualmente é exercida pela República Tcheca, disse hoje que Andry Rajoelina chegou à chefia de Estado de Madagascar mediante um golpe.

"Foi um golpe de Estado, não eleições democráticas. Portanto, por enquanto devemos nos aproximar cautelosamente e ver como a situação se desenrola", disse o ministro de Assuntos Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, ao ser perguntado sobre o reconhecimento da UE ao novo Executivo.

Em entrevista coletiva após a cúpula de chefes de Estado e de Governo do bloco europeu, o ministro citou como o exemplo o caso da Mauritânia, onde, disse, "também houve um golpe de Estado e aquele Governo não foi aceito", referindo-se à derrubada do presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi.

Na terça-feira, o então presidente de Madagascar, Marc Ravalomanana, entregou o poder a uma junta militar, que, pressionada por um setor golpista do Exército, cedeu-o imediatamente a Rajoelina, que desde janeiro tentava derrubar o chefe de Estado. EFE met/sc

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