UE censura Chávez por situação política e dos direitos humanos na Venezuela

O Europarlamento condenou nesta quinta-feira o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pela inabilitação de políticos e a expulsão de dois diretores de uma organização de defesa dos direitos humanos do país, mediante uma resolução.

AFP |

O texto foi discutido e votado nesta quinta-feira no plenário de Estrasburgo sendo aprovado por 51 votos a favor e apenas um contra como parte dos "casos de violações dos direitos humanos, da democracia e do Estado de Direito".

O documento, do qual a AFP obteve uma cópia, manifesta preocupação com a lista de inabilitações apresentada pela controladoria geral da Venezuela contra 272 políticos, a maioria da oposição, que não poderão ser candidatos nas eleições regionais de novembro próximo.

A resolução também critica taxativamente a expulsão arbitrária do diretor da ONG Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, e do subdiretor, Daniel Wilkinson, "pela apersentação de um informe crítico sobre as liberdades públicas e o respeito aos direitos humanos durante os 10 anos de mandato do presidente Hugo Chávez".

Além disso, o documento "condena energicamente o assassinato do líder estudantil Julio Soto" (em 1º de outubro passado) e solicita às autoridades venezuelanas que se esforcem para esclarecer o mais rápido possível este crime.

Esta é a segunda vez que o Europarlamento critica decisões do governo venezuelano, depois da resolução de maio de 2007 pelo controverso fechamento da Rádio Caracas Televisión.

Como ocorreu na ocasião, o governo de Hugo Chávez classificou esta semana de 'inaceitável' que a Eurocâmara discuta a questão das inabilitações, acusando-a de ingerência em assuntos da Venezuela.

mar/cn/sd

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