UE busca consolidar cessar-fogo entre palestinos e israelenses

Bruxelas, 20 jan (EFE).- A União Europeia (UE) buscará amanhã ajudar a consolidar o cessar-fogo entre palestinos e israelenses na Faixa de Gaza em uma reunião dos ministros de Assuntos Exteriores com a chanceler israelense, Tzipi Livni.

EFE |

A UE convocou este encontro e um outro com países árabes e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) no domingo com a prioridade de que os dois cessar-fogo declarados separadamente pelos adversários se transformem em um pacto conjunto.

Para o bloco, é fundamental que se chegue a acordos para melhorar a distribuição de ajuda humanitária entre a população palestina, garantir a segurança de Israel, abrir a passagem de Rafah e alcançar uma unidade entre os próprios palestinos.

Fontes diplomáticas informaram à Agência Efe que, durante o jantar de amanhã, a UE defenderá as prioridades e debaterá possíveis meios de colocá-las em prática, além de ouvir Livni.

A diplomacia europeia considera fundamental contar com um interlocutor em Gaza, governada atualmente pelo Hamas, com quem o bloco não dialoga por estar incluído na lista de grupos terroristas da UE.

Para isso, seria necessário uma unidade entre palestinos na qual é fundamental o papel de países como Egito e Turquia, de acordo com os europeus.

Além disso, os ministros defenderão perante Livni a abertura de uma passagem em Gaza, alegando que teria um efeito benéfico sobre a própria segurança israelense, já que poderia ser controlada melhor que os túneis pelos quais atualmente todos os contrabandos entram na Faixa.

O ministro de Assuntos Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, lembrou hoje no Parlamento Europeu que à UE "convém manter relações ótimas com árabes e israelenses", e rejeitou que se transforme em "juiz" da atuação de Israel, qualificada de desproporcional.

Quanto ao possível diálogo com o Hamas, afirmou que "se renunciam a suas campanhas de terror, serão um movimento político normal, com o qual poderíamos entabular relações políticas", como ocorreu com os irlandeses do Exército Republicano Irlandês (IRA), destacou. EFE met/db

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