UE aprovará medidas contra Mianmar por condenação de Suu Kyi

Bruxelas, 11 ago (EFE).- A União Europeia (UE) aprovará antes do fim de semana novas sanções contra o regime de Mianmar (antiga Birmânia), incluindo as de caráter econômico, depois que a líder da oposição democrática no país, Aung San Suu Kyi, foi condenada a três anos de trabalhos forçados por violar a prisão domiciliar.

EFE |

Fontes da UE disseram à Agência Efe que está previsto que os 27 países do bloco aprovem as novas medidas na próxima quinta-feira ou, no máximo, na sexta-feira, através de um procedimento escrito.

Esse novo conjunto de sanções que se juntará às atuais, aprovadas em 1996 e que são atualizadas regularmente.

A última revisão foi em abril, quando se decidiu submeter cerca de 100 empresas e várias centenas de pessoas vinculadas ao regime a diversas restrições - na concessão de vistos ou nas possibilidades comerciais e de investimento.

Assim, a UE pretende responder à sentença contra a Nobel da Paz, já que, segundo o bloco, foi consequência de um processo judicial "injustificado", lamentou hoje a Presidência da União Europeia - nas mãos da Suécia, em comunicado.

No entanto, a Presidência da UE afirmou que os 27 países do bloco "estão preparados para revisar, corrigir ou reforçar" estas iniciativas, em função do desenvolvimento dos eventos no país asiático.

"A União Europeia responderá com medidas adicionais contra os responsáveis do veredicto", afirmou no comunicado, onde acrescenta que está disposta a reforçar as "medidas restritivas" em vigor contra o regime birmanês.

Na mesma linha, o presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, qualificou a sentença contra Suu Kyi de "injustificada e inaceitável".

Barroso disse, em comunicado, que manter a prisão domiciliar com "motivos fabricados" representa uma violação dos direitos humanos e não ajuda nos interesses nacionais de Mianmar.

Por isso, o presidente da Comissão pede, assim como a Presidência da UE, a libertação imediata e incondicional da líder opositora. EFE aal/an

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