UE aprovará amanhã suspender as sanções a Cuba após novas reservas suecas

Bruxelas, 23 jun (EFE).- A mudança de ordem de uma frase no acordo para suspender as sanções a Cuba levou hoje a Suécia a adiar até amanhã o último trâmite burocrático que o texto deve superar, por temor de que a União Européia (UE) pareça menos exigente sobre a libertação de presos políticos.

EFE |

O acordo político adotado na cúpula de chefes de Estado e de Governo da UE da semana passada detalhava que a libertação incondicional de todos os opositores presos "continua sendo uma prioridade-chave para a UE".

A versão distribuída hoje pela Presidência da UE - nas mãos da Eslovênia neste semestre - coloca esta frase após a chamada para facilitar a entrada nas prisões cubanas das organizações humanitárias internacionais.

Esta questão "meramente técnica", segundo fontes da Presidência, acendeu os alarmes da delegação sueca, reticente até o final à suspensão das sanções.

Chegaram a denunciar que, na versão distribuída aos ministros da Agricultura em Luxemburgo - envolvidos na questão por realizar o primeiro Conselho após a cúpula -, havia sido eliminada a exigência da "libertação incondicional de todos os presos políticos, incluindo os que foram detidos e presos em 2003".

No entanto, esta condição permanece, mas não está mais reforçada pela advertência de que "esta continua sendo uma prioridade-chave para a UE", segundo fontes do bloco europeu.

Suécia, República Tcheca e Alemanha foram os países que mantiveram mais reservas até o última momento para dar seu consentimento à suspensão das sanções.

Um dia depois da decisão da UE de eliminar as sanções a Cuba, na quinta-feira passada, que seria devido ao novo clima político com o presidente Raúl Castro, houve na ilha a detenção de sete opositores e uma crítica à Europa por parte de Fidel Castro. EFE met/an

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