UE aprova scanner corporal, mas diz que estudará efeitos sobre a saúde

Bruxelas - A Comissão Europeia (CE), órgão executivo da União Europeia (UE), disse nesta segunda-feira que os scanners corporais podem ser uma ferramenta adicional útil ao lado de outras medidas de segurança nos aeroportos, mas acrescentou que examinará as questões relativas ao respeito à privacidade e os efeitos do aparelho sobre a saúde humana.

EFE |

"A CE vai avaliar se os scanners corporais cumprem os padrões de saúde e de segurança como uma ferramenta adicional a outras medidas preventivas e se estão de acordo com as leis nacionais e europeias", disse em entrevista coletiva a porta-voz da CE Barbara Helfferich.

Para isso, segundo a funcionária, um grupo de trabalho da União Europeia (UE) sobre Segurança Aérea fará nos próximos dias uma reunião especial na qual examinará o uso de scanners corporais e seu impacto sobre o direito à privacidade e à saúde.

A CE retomou o debate sobre os scanners corporais depois que a Holanda anunciou seu uso no aeroporto de Schiphol após o atentado frustrado durante um voo entre Amsterdã e Detroit (EUA), no último dia 25, quando um passageiro tentou derrubar o avião ao acender um explosivo escondido em sua roupa.

Este tipo de scanner proporciona uma silhueta muito detalhada do corpo do passageiro, como se este estivesse sem roupas.

A porta-voz lembrou que, atualmente, não há leis em nível europeu que impeçam um país de adotar os scanners corporais, "que, além disso, já foram testados em vários aeroportos europeus", acrescentou.

"Não há um marco europeu sobre a utilização do scanner corporal.

Além disso, os países podem utilizá-los sempre que eles estiverem de acordo com a legislação nacional ou europeia", acrescentou.

Em novembro de 2008, a Comissão Europeia retirou uma proposta para a introdução de scanners corporais nos postos de controle dos aeroportos da UE depois que o Parlamento Europeu aprovou uma resolução na qual manifestava sua preocupação pelo uso deste sistema e pedia uma análise detalhada de seu impacto.

"Agora estamos analisando a situação e achamos que faltam medidas adicionais para saber se a tecnologia é segura e se está de acordo com a legislação da UE. Depois disso, poderíamos fazer uma nova proposição", disse Helfferich.

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