UE aprova plano contra a pirataria que inclui uso da força

Bruxelas, 8 dez (EFE).- Os ministros de Relações Exteriores da União Européia (UE) aprovaram hoje definitivamente uma missão para dissuadir, prevenir e reprimir a pirataria em águas próximas à Somália, que inclui o uso da força em seu plano de operações.

EFE |

"Se usarão todos os meios, incluída a força", disse o alto representante da UE para Política Externa e de Segurança Comum, Javier Solana, após o Conselho de Assuntos Gerais e Relações Exteriores de Bruxelas, no qual se aprovou que amanhã se lançará a missão "Atalanta".

Os ministros da Defesa comunitários aprovaram em novembro a missão, que já tinha recebido um respaldo provisório em setembro e cujos objetivos são proteger os navios mercantes do Programa Alimentício Mundial (PAM) da ONU e o tráfego comercial no golfo de Áden, além de controlar e vigiar a região.

Em sua declaração, os Governos europeus acertaram que seus marinheiros "adotarão as medidas necessárias, incluindo o uso da força, para pôr fim à pirataria e roubos à mão armada".

A missão da UE, que terá uma duração inicial de um ano e custo aproximado de 8,3 milhões de euros, poderá deter suspeitos de pirataria e transferi-los a outros países, exceto se nele se aplicar a pena de morte ou um tratamento degradante aos prisioneiros, segundo a Presidência francesa de turno da UE.

Os navios europeus estarão a um máximo de 500 milhas marítimas das águas em torno de Somália e se concentrarão em proteger aos navios "em função dos riscos, caso por caso".

A missão européia será comandada pelo vice-almirante britânico Phillip Jones e seu Estado-Maior se ficará no centro de comando naval de Northwood, no Reino Unido.

Neste ano, os piratas com bases na África atacaram mais de 80 navios mercantes, praticamente todos em torno de Somália. EFE met/jp

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