UE aprova início de negociações de cooperação estratégica com Rússia

Bruxelas, 26 mai (EFE).- Os ministros de Assuntos Exteriores da União Européia (UE) aprovaram para junho o início das negociações de um ambicioso acordo de cooperação estratégica com a Rússia, principalmente na área energética.

EFE |

Segundo fontes da Presidência rotativa do bloco europeu, atualmente com a Eslovênia, o Conselho de Assuntos Gerais e Relações Exteriores finalmente deu sinal verde ao mandato, após dois anos de dificuldades e vetos por parte dos países que mantinham conflitos diplomáticos e comerciais com Moscou - primeiro Polônia e depois Lituânia.

O secretário de Estado para a UE, Diego López Garrido, destacou na sua chegada ao Conselho a importância para toda a Europa de um acordo de cooperação com a Rússia, que atualmente fornece 28% do petróleo e 30% do gás ao bloco, segundo dados de 2007 da Comissão Européia.

"É um bom momento para iniciar uma negociação que não será fácil, e que passará por momentos de dificuldade e intensidade", disse López Garrido a respeito de conversas que podem durar anos. O processo começa no próximo dia 26 de junho, na cúpula UE-Rússia da Sibéria - a primeira com o novo presidente russo, Dmitri Medvedev.

A Comissão Européia será a encarregada das negociações em nome dos 27 países.

O caminho para conseguir a unanimidade necessária entre os países comunitários foi árduo, já que durante quase dois anos esteve bloqueado, primeiro por Polônia e Lituânia, e depois pela Rússia, devido a problemas bilaterais com Moscou.

Mas o Governo lituano desistiu de contestar ao saber que um dos anexos ao mandato de negociação mencionou a solução aos "conflitos congelados" das ex-repúblicas soviéticas da Moldávia e Geórgia.

A Polônia manteve seu veto durante mais de um ano devido ao bloqueio russo às importações de carne e produtos agrícolas poloneses, em vigor desde 2005.

Segundo Moscou, esses produtos não cumpriam os padrões sanitários russos, e mesmo assim eram exportados sem problemas a países da União Européia.

Depois da solução do problema, manteve-se a reserva da Lituânia, país que sofre desde julho de 2006 um corte no fornecimento de petróleo russo a uma refinaria da república báltica. EFE met/fh/dp

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