UE ameaça Zimbábue com novas sanções por causa da violência antes de eleições

Bruxelas, 20 jun (EFE).- A União Européia (UE) ameaçou aplicar novas sanções contra os responsáveis pelo clima de violência existente no Zimbábue, apenas uma semana antes do segundo turno das eleições presidenciais.

EFE |

Os líderes da UE expressaram em suas conclusões sua "profunda preocupação" pela situação no país africano e reiteraram sua disposição para "adotar medidas adicionais contra os responsáveis pela violência".

Os 27 Estados membros da UE sublinharam, além disso, a necessidade de que o próximo pleito fosse realizado em um contexto "pacífico, livre e justo, conforme as normas e padrões internacionais".

"Estudaremos a aplicação de mais sanções caso fossem provadas as acusações que estão chegando a nós", disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, ao término da cúpula européia.

Brown declarou que o Governo do Zimbábue deve estar consciente de que "os olhos de todo o mundo" estão centrados em seu país e que deve permitir a presença de observadores internacionais nas eleições na próxima sexta-feira dia 27 de junho.

O texto de conclusões alerta sobre a violência, a intimidação e as ações contra as ONGs na região e lamenta que o Governo tenha rejeitado a oferta de UE para enviar uma missão de observação.

"É essencial que os cidadãos do Zimbábue possam votar e que seus votos sejam contabilizados de forma transparente", acrescenta o texto, que faz um pedido à União Africana para que o envio de observadores na região seja "o mais rápido possível" até que o processo seja completado.

A UE reitera, além disso, sua disposição em apoiar um Governo democrático, legítimo e preparado para adotar reformas.

Mugabe ficou em segundo lugar no primeiro turno das eleições presidenciais, atrás do candidato da oposição, Morgan Tsvangirai, e repetiu que não cederá nunca o poder a seu adversário. EFE mb/bm/fal

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