UE alerta que a recessão está se estendendo por toda a Europa

A crise financeira mundial está levando toda a União Européia (UE) para uma recessão, segundo cifras oficiais divulgadas um dia antes das eleições para presidência nos Estados Unidos.

AFP |

A Comissão Européia prevê uma recessão na Eurozona em 2008, com um recuo do PIB (Produto Interno Bruto) nos últimos três trimestres do ano e um crescimento quase nulo em 2009, segundo as previsões econômicas semestrais divulgadas nesta segunda-feira.

Bruxelas também prevê que o PIB da Eurozona (integrada por 15 países) retrocederá 0,1% no terceiro trimestre de 2008 e 0,1% no quarto, depois de uma queda de 0,2% no segundo.

Se as projeções se confirmarem, a zona euro entrará em recessão técnica a partir do terceiro trimestre de 2008, pela primeira vez desde a criação da Eurozona em 1999.

A recessão técnica se caracteriza por dois trimestres consecutivos de queda do PIB.

Para o conjunto do ano 2008, a Comissão Européia prevê que a zona euro tenha um crescimento de 1,2%, contra 1,3% da previsão anterior.

A projeção para 2009 é de uma clara desaceleração e um crescimento quase nulo, de 0,1%, com uma leve melhora a 0,9% em 2010.

A Comissão Européia espera ainda um aumento do desemprego de mais de um ponto nos próximos dois anos, de 7,6% em 2008 para 8,7% em 2010.

"O horizonte econômico se obscureceu significamente. A UE foi atingida pela crise financeira e isso está afetando a confiança das empresas e dos consumidores", afirmou o comissário para Assuntos Econômicos da UE, o espanhol Joaquín Almunia. "A situação nos mercados continua precária e a crise ainda não passou. Isos significa um crescimento mais frágil", acrescentou.

As bolsas sofreram sua maior volatilidade em décadas no último mês, apesar de uma relativa calma ter retornado na semana passada.

"Estou convencido de que necessitamos de uma ação comum (européia) para contribuir para a recuperação prevista em nosso prognóstico para a sgunda parte de 2009", afirmou ainda.

A Comissão discute planos para um pacote de estímulo econômico coordenado em nível europe, que espera poder apresentar até o final de novembro.

Segundo os analistas, os mercados estão observando atentamente os acontecimentos na campanha eleitora nos Estados Unidos.

"Esperamos que o novo presidente americano se converta numa força integral na tomada de decisões políticas, inclusive antes de sua posse oficial em janeiro ", afirmou Mickey Levy, economista-chefe do Bank of America.

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