UE aguarda resposta de Cuba sobre fim das sanções

Bruxelas, 20 jun (EFE).- A União Européia (UE) aguarda uma resposta das autoridades cubanas sobre o levantamento das sanções diplomáticas, já que esta era a condição imposta por Havana para o início de um diálogo bilateral.

EFE |

Por enquanto ainda não houve uma declaração oficial sobre o fim das sanções, um assunto analisado de forma muito criteriosa pelos países-membros da UE.

"O bloqueio ao diálogo não vinha por parte da UE, mas sim das autoridades cubanas. Estamos esperando o próximo passo" das autoridades cubanas, disseram hoje à Agência Efe fontes da Comissão Européia (CE).

Segundo as mesmas fontes, para Bruxelas "a situação não muda substancialmente" pela decisão dos 27 países-membros, uma vez que as sanções diplomáticas já estavam suspensas desde 2005.

O ministro de Assuntos Exteriores esloveno e presidente rotativo do Conselho, Dimitrij Rupel, disse hoje que a UE se encontrava "em uma situação embaraçosa", porque as medidas já não estavam sendo aplicadas há alguns anos, mas também não tinha acontecido nesse período um diálogo político.

Rupel também reconheceu que os membros da UE têm "muitas dúvidas" sobre os efeitos que terá a medida, adotada com o desejo de que "Cuba mude".

"Houve algumas mudanças, vemos sinais de transição, e nossos amigos espanhóis nos transmitiram sua impressão dos contatos mantidos com os cubanos", comentou o esloveno.

O Governo espanhol considera que um dos avanços que houve em Cuba no último ano sob o regime de Raúl Castro foi uma melhora no tratamento aos dissidentes.

Este é um dos diferentes aspectos nos quais o Governo espanhol se apoiou para justificar a eliminação das sanções.

Em coletiva de imprensa após a reunião do CE, o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, ressaltou que a nova política impulsionada pelo seu país pretende "dialogar para melhorar a situação de Cuba e dos cubanos".

"Os passos que foram dados e a tarefa de nossa diplomacia foram positivos", disse Zapatero, que expressou sua confiança de que "também sejam os passos por parte de Cuba".

"O importante é que a Espanha tem uma política para Cuba que hoje compartilhamos com toda a UE", disse o chefe de Governo espanhol.

A nova política aberta pela UE para Cuba abrange todos os âmbitos, incluindo o dos direitos humanos, em uma política já estabelecida pela Espanha de forma bilateral em abril de 2007.

Por parte da Comissão Européia, o comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária europeu, Louis Michel, opinou hoje que "esta decisão abre o caminho para um diálogo mais aberto e franco entre Bruxelas e Havana".

"Estou muito feliz que a UE tome esta decisão unânime", afirmou Michel, que é o encarregado das relações com Cuba no órgão executivo da UE.

"É essencial que a UE esteja em posição de acompanhar Cuba em futuros eventos. Isto só pode beneficiar todas as partes, especialmente o povo cubano", comentou Michel. EFE met/rr

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