UE acusa grandes laboratórios de frear venda de genéricos

A Comissão Européia acusou nesta sexta-feira os grandes laboratórios de dificultar o acesso ao mercado dos remédios com preços mais acessíveis, como por exemplo os genéricos, após várias operações no setor farmacêutico.

AFP |

Os medicamentos genéricos são cópias de outros cujas patentes expiraram e são vendidos a preços inferiores aos "originais", pelo que seu uso constitui um aumento de peso para tentar aliviar o déficit dos sistemas sanitários europeus.

Cada europeu gastou em média 550 dólares (430 euros) em medicamentos em 2007, ou seja, um mercado total de 272 bilhões de dólares (214 bilhões de euros) anuais para a União Européia (UE).

Tendo em conta que o custo de um tratamento cai a pelo 20% com medicamentos genéricos, a economia pode ser grande.

"A entrada das empresas de genéricos no mercado e a produção de novos medicamentos mais acessíveis encontram obstáculos ou são atrasadas, gerando custos significativos para os sistemas de saúde, os consumidores e os contribuintes", afirmou a comissária européia da Concorrência, Neelie Kroes.

Com estas palavras, Kroes tirou as primeiras conclusões de uma investigação no setor farmacêutico lançada em meados de janeiro com operações em diferentes grandes grupos, entre eles o francês Sanofi-Aventis, o suíço Sandoz e os britânicos GlaxoSmithKline e AstraZeneca.

Estas acusações foram rechaçadas pela Federação Européia de Indústria Farmacêutica, que falou de "velhos mitos".

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