Bruxelas, 12 dez (EFE).- Chefes de Estado e de Governo da União Européia (UE) acordaram hoje, em seu plano para a reativação da economia do continente, elevar para 500 mil euros durante dois anos a quantia das ajudas públicas que os Estados-membros podem conceder a empresas sem necessidade de autorização.

O Conselho Europeu, que terminou hoje em Bruxelas, apoiou a proposta da Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE) de destinar cerca de 200 bilhões de euros (1,5% do PIB de seus países-membros) a medidas de impulso à atividade econômica e ao emprego.

A maior parte desse dinheiro (170 bilhões de euros) provirá dos Estados-membros, enquanto os 30 bilhões de euros restantes devem sair dos cofres comunitários e do Banco Europeu de Investimentos (BEI).

Os países poderão escolher as medidas concretas que preferem aplicar para recuperar a confiança, apoiar as empresas e fomentar a criação de postos de trabalho.

No entanto, os países-membros da UE citaram hoje, entre as ferramentas disponíveis, ações de apoio aos setores mais afetados pela crise (como os de automóveis e construção) a reduções de impostos, diminuição das cotações sociais ou ajudas diretas às famílias.

Quanto à contribuição da UE, os chefes de Estado e de Governo decidiram subir temporariamente o valor das subvenções que podem ser concedidas às empresas, com especial atenção a pequenas e médias.

Além disso, concordaram em aumentar para 30 bilhões de euros os créditos do BEI a pequenas e médias empresas até 2011. Estes empréstimos deverão dar prioridade a projetos de energias renováveis e para o chamado "transporte limpo", pouco poluente. EFE epn/ab/rr

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