Lima, 17 mai (EFE) - A União Européia (UE) aceitou hoje introduzir flexibilidade na negociação comercial com a Comunidade Andina (CAN), mas insistiu em continuar tratando bloco a bloco até obter um único Acordo de Associação ambicioso e compreensivo. Os presidentes de Peru, Colômbia, Equador e Bolívia fizeram hoje uma reunião com as autoridades do bloco europeu na qual se ratificou a vontade de todos de continuar as negociações com o objetivo de fechar um amplo acordo em 2009. O presidente do Peru, Alan García, e o do Equador, Rafael Correa, anunciaram separadamente à imprensa que a reunião tinha terminado com um acordo que permite resolver as diferenças internas da CAN sobre a negociação com a UE. Fez-se um grande avanço, que já conversamos ontem (sexta-feira) e pactuamos nas rodas bilaterais: trata-se de um acordo marco geral com flexibilidade, afirmou Correa em entrevista coletiva. Para o chefe de Estado equatoriano, isto significa que os países poderão aderir a umas partes do acordo e a outras não. Fontes européias explicaram à Agência Efe, no entanto, que a UE rejeita acordos à la carte, ou seja, a possibilidade de que algum membro da CAN fique fora do pilar comercial do Acordo de Associação, como parecem pedir Bolívia e Equador. O presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, aceitou hoje, no entanto, que se introduza flexibilidade na negociação do pilar comercial do acordo, para acomodar na medida do possível...

O importante é chegar a consensos mínimos o mais rápido possível porque nossos países não têm tempo a perder", acrescentou.

Por sua vez, Alan García qualificou o estipulado como "um instrumento substantivo" que será "aperfeiçoado" na próxima rodada negociadora, a quarta, prevista para a semana de 7 a 11 de julho em Bruxelas.

No comunicado conjunto do encontro de hoje, europeus e andinos afirmaram que "se dará uma particular atenção às necessidades específicas de desenvolvimento dos países-membros da Comunidade Andina", mas não especificaram de que modo.

Para isso serão levadas em conta "as assimetrias" entre a CAN e a UE e no interior do próprio bloco andino.

Também se reconhecerá a necessidade de flexibilidade, "de maneira apropriada", concedendo "um tratamento especial e diferenciado a favor dos países-membros da Comunidade Andina, especialmente Bolívia e Equador, por parte da UE". EFE jms/db

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