Por Yuri Kulikov e Sabina Zawadzki KIEV (Reuters) - Ucranianos elegerão neste domingo um novo presidente em uma disputa de segundo turno entre a primeira-ministra Yulia Tymoshenko e o líder de oposição Viktor Yanukovich que pode trazer uma nova rodada de instabilidade ao país.

Analistas prevêem uma vitória apertada para Yanukovich, mas Tymoshenko já ameaçou promover protestos, em um replay da "Revolução Laranja" de 2004, se considerar a votação injusta.

O resultado determinará a relação da ex-república soviética de 46 milhões de habitantes com a Rússia, que se deteriorou com o presidente Viktor Yushchenko, pró-Ocidente, e também definir a velocidade da europeização do país.

Qualquer questionamento ao resultado eleitoral prejudicará a confiança na economia afetada pela crise e atrasar conversações com o Fundo Monetário Internacional, que suspendeu seu plano de resgate de 16,4 bilhões de dólares após a quebra de promessas de controle de gasto público.

A euforia de 2004, quando protestos derrubaram resultados fraudulentos que davam vitória a Yanukovich, desapareceu após anos de confrontos internos da elite política Laranja que paralisaram o processo legislativo.

Na capital, que tradicionalmente é favorável a Tymoshenko, reina um sentimento de frustração e cansaço.

"Seria terrível votar em Tymoshenko. Seria uma vergonha votar em Yanukovich," disse Natalya Zhuk, 27 anos. "Nada nesse país mudará nos próximos cinco anos."

Yanukovich teve 10 por cento a mais de votos do que Tymoshenko no primeiro turno, em 17 de janeiro.

Ambos os candidatos dizem querer aprofundar a integração com a Europa e também melhorar as relações com Moscou, mas Tymoshenko é considerada mais entusiasmada com a União Europeia.

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