Os locais de votação abriram as portas na Ucrânia neste domingo para o segundo turno da eleição presidencial, disputado entre o opositor pró-Moscou Viktor Yanukovich e a primeira-ministra Yulia Tymoshenko.

As seções eleitorais ficam abertas das 8h (4h de Brasília) às 20h (16h de Brasília). As primeiras pesquisas de boca de urna serão anunciadas ao fim da votação e os primeiros resultados parciais durante a noite.


Ucranianos vão às urnas neste domingo / AP

O favorito é Viktor Yanukovich, que teve 10 pontos de vantagem sobre a adversária no primeiro turno de 17 de janeiro. Ele espera assim uma vingança da Revolução Laranja, iniciada por suspeitas de fraude a favor dele na eleição presidencial de 2004 e que invalidou sua vitória.

Yulia Tymoshenko, um dos principais nomes da Revolução Laranja, acusou o rival de preparar novas fraudes e prometeu, neste caso, uma nova "Maidan", uma referência aos grandes protestos de seis anos atrás na praça central de Kiev.

Candidatos votam

A primeira-ministra Yulia Timoshenko afirmou neste domingo que votou "por uma nova Ucrânia", enquanto seu adversário no segundo turno da disputa pela presidência, o líder opositor Viktor Yanukovich, disse tê-lo feito "pela estabilidade" do país.


Timoshenko deposita seu voto na urna / AP

"Votei por uma nova Ucrânia, uma Ucrânia maravilhosa e europeia, onde o povo viverá feliz", disse Timoshenko após votar em sua cidade natal, Dnepropetrovsk. Acompanhada do marido, Olexandr, e da filha, Eugenia, a candidata à presidência prometeu "servir à Ucrânia com toda a alma".

Yanukovich, que emitiu seu voto em Kiev, disse que luta "pela estabilidade" e "por uma Ucrânia forte". "Estou convencido de que o povo ucraniano merece uma vida melhor, por isso votei em mudanças boas, pela estabilidade e por uma Ucrânia forte", declarou ao deixar o posto eleitoral.


Yanukovich deixa a cabine de votação / AP

Ao contrário da adversária, Yanukovich votou sem a companhia família e cercado de deputados de seu partido. O líder opositor venceu o primeiro turno com 35,32% de apoio, contra 24,36% de Timoshenko.

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