Ucrânia faz exigências para retomar trânsito de gás russo à Europa

Kiev, 15 jan (EFE).- A Ucrânia, para retomar o transito de gás russo à Europa por seu território, precisa assinar com Moscou um contrato técnico que defina os volumes, prazos, destinos e rotas do fornecimento, declarou hoje a Presidência ucraniana.

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"O documento deve definir as condições puramente técnicas do funcionamento sincronizado dos gasodutos ucraniano e russo", disse à imprensa Bogdan Sokolovski, assessor de Segurança Energética do presidente ucraniano, Viktor Yushchenko.

Ele explicou que a companhia ucraniana Naftogaz precisar assinar com a russa Gazprom "um acordo técnico que estipule em que pontos, a que horas, que quantidades de gás e de que qualidade deverão entrar nos gasodutos ucranianos e por que rotas e com que destino seu trânsito será realizado", informou a agência "Unian".

Sokolovski acrescentou que esse documento não deve ser confundido com os contratos pendentes entre Ucrânia e Rússia sobre os preços do gás russo e as tarifas de seu trânsito em 2009, nem com o acordo assinado por Kiev e Moscou com a União Europeia sobre a supervisão do transporte de combustível por especialistas das três partes.

O presidente ucraniano expôs hoje a seu colega russo, Dmitri Medvedev, a intenção de Kiev de assinar o acordo técnico, cuja minuta já foi enviada a Moscou e ao comissário europeu de Energia, Andris Piebalgs.

A primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko, expressou a urgência de assinar com Moscou o acordo ao presidente da Comissão Europeia (CE, orgão executivo da Uniao Europeia), José Manuel Durão Barroso; à chanceler alemã, Angela Merkel, e ao primeiro-ministro polonês, Donald Tusk.

Timoshenko expôs a visão ucraniana da crise do gás e se mostrou satisfeita em ter estipulado com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, uma reunião entre ambos no sábado em Moscou para abordar o conflito de gás e buscar uma solução urgente.

A Naftogaz, por sua vez, sustenta que as provisões não foram retomadas porque a rota escolhida pela Gazprom para o bombeamento é diferente da habitual e requereria cortar o fornecimento interno de combustível a quatro regiões da Ucrânia. EFE si/db

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