Kiev, 5 fev (EFE).- A Presidência da Ucrânia anunciou hoje a libertação do Faina, um navio cargueiro ucraniano de bandeira do Belize capturado em setembro do ano passado por piratas somalis e que tinha 33 carros de combate T-72 e outros veículos militares a bordo.

Fontes da agência digital "Unian" avaliaram em US$ 3,2 milhões o resgate que a empresa proprietária pagou no dia anterior aos piratas.

"Em 4 de fevereiro, o navio foi libertado como resultado de uma complicada operação realizada pelos corpos de inteligência da Ucrânia em cooperação com serviços secretos estrangeiros", disse a porta-voz da Presidência, Irina Vannikova.

Afirmou que "os tripulantes estão sãos e salvos e permanecem a bordo do 'Faina'", que, escoltado por navios de guerra dos Estados Unidos, se dirige para o porto queniano de Mombassa, onde os marinheiros receberão assistência médica.

"O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, felicita aos marinheiros do 'Faina' e seus familiares por ocasião da libertação do navio e de seu retorno em breve para casa", afirma o comunicado.

Acrescenta que "todos os ucranianos prestam homenagem à coragem dos tripulantes do 'Faina', que superaram com dignidade a dura prova".

Antes, a empresa do navio já tinha chegado ao acordo para o pagamento de US$ 1,7 milhão aos piratas somalis, mas, no último momento, estes exigiram mais dinheiro.

O "Faina" - cuja tripulação é integrada por 17 ucranianos, três russos e um letão - foi sequestrado em 25 de setembro.

O capitão do navio, o russo Vladimir Kolobkov, morreu devido a um ataque cardíaco durante o cativeiro, enquanto vários marinheiros precisam de atendimento médico.

A empresa do navio foi que denunciou às autoridades ucranianas a captura do "Faina" por piratas somalis quando se dirigia ao porto de Mombassa.

Atualmente, as águas próximas à Somália são patrulhadas por cerca de 20 navios de guerra de vários países, que participam de uma operação internacional contra a pirataria na região.

Devido à pirataria, as águas da Somália e do Golfo do Áden, que dão acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez, transformaram-se nas mais perigosas do mundo, por isso, algumas companhias marítimas deslocaram suas rotas ao Cabo da Boa Esperança, um trajeto muito mais longo, porém mais seguro.

Em dezembro do ano passado, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução para lutar contra a pirataria junto à Somália, que permite atacar as bases dos piratas no território deste país com prévia autorização do Governo somali. EFE bk-si/an

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