Tymoshenko, da Ucrânia, desiste de processo contra eleição

Por Natalya Zinets e Richard Balmforth KIEV (Reuters) - A primeira-ministra da Ucrânia Yulia Tymoshenko desistiu de continuar com um processo para questionar a validade da eleição do rival Viktor Yanukovich para presidente, dizendo que não podE confiar nos tribunais para darem um veredito imparcial.

Reuters |

A decisão da belicosa Tymoshenko abriu caminho para que Yanukovich assuma o poder no dia 25 de fevereiro. A primeira viagem oficial de Yanukovich será a Moscou, de acordo com comentários de seu partido e do Kremlin.

A carismática primeira-ministra de 49 anos, que havia acusado o oponente de fraude eleitoral no segundo turno das eleições de 7 de fevereiro, havia pedido uma segunda rodada do pleito, mas disse que desistiu de seguir em frente com o caso porque o tribunal recusou-se a avaliar as provas que ela apresentou. Ela insistiu que Yanukovich não foi eleito de maneira legítima.

"Ficou claro que o tribunal não tinha como objetivo estabelecer o que aconteceu de verdade," ela disse ao alto tribunal administrativo.

"Sob essas circunstâncias, simplesmente não vemos motivo para continuar com o processo."

Yanukovich, de 59 anos, nega que houve qualquer fraude eleitoral. Ele venceu Tymoshenko por 3,5 pontos percentuais nas eleições.

Poucos analistas esperavam uma vitória de Tymoshenko nos tribunais, mas o anúncio repentino de que ela desistiria do caso aberto na sexta-feira causou surpresa.

Tymoshenko queria uma segunda rodada de votos como aconteceu durante a "Revolução Laranja" de 2004 que acabou com a vitória de Viktor Yushchenko. Naquela época, Yanukovich foi impedido de assumir o posto por protestos alegando fraude eleitoral.

"Uma eleição fraudulenta aconteceu e a vontade do povo foi manipulada de forma fraudulenta. Mais cedo ou mais tarde um procurador honesto e um tribunal honesto decidirão que Yanukovich não foi eleito presidente da Ucrânia," disse ela.

Após uma campanha dura, marcada por insultos em ambos os lados, Yanukovich eliminou qualquer possibilidade de aliança com Tymoshenko e pediu a ela que renunciasse. Ela se recusa e só pode ser derrubada se Yanukovich conseguir realizar uma coalizão com os deputados no parlamento - normalmente uma tarefa longa e difícil. Se ele não conseguir, pode ter de convocar eleições parlamentares extaordinárias.

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