TV estatal do Irã diz que 7 morreram em protesto pós-eleição

TEERÃ - A televisão estatal do Irã afirmou nesta terça-feira que sete pessoas morreram próximo ao local de uma manifestação em Teerã contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Reuters |

A emissora falada em inglês Press TV informou, citando uma rádio, que "sete pessoas morreram perto da manifestação ilegal em Teerã." Não foi informado se os mortos eram os manifestantes de oposição ou outras pessoas.

De acordo com a emissora, que é controlada pelo governo, várias pessoas ficaram feridas quando "agressores" tentaram atacar um posto militar.


Protestos terminaram em violência na última segunda-feira / AP

Dezenas de milhares de manifestantes favoráveis ao candidato presidencial derrotado Mirhossein Mousavi desafiaram uma proibição do governo e lotaram ruas do centro de Teerã na segunda-feira para protestar contra o resultado oficial da eleição de sexta-feira, que deu a Ahmadinejad a reeleição com uma boa margem.

Um fotógrafo iraniano disse que militantes islâmicos mataram um homem durante a marcha de segunda-feira após pessoas no meio da multidão terem atacado um templo religioso da milícia Basij.


"Terremoto político"

Inicialmente, a campanha de Mousavi havia cancelado o protesto desta segunda-feira, mas depois seu website anunciou que Mehdi Karroubi, outro candidato reformista derrotado, iria falar para a multidão.

O correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne disse que as informações são de que milícias em trajes civis foram autorizadas a usar balas de verdade pela primeira vez.

Segundo Leyne, o protesto desta segunda-feira é o maior nos 30 anos de história da República Islâmica do Irã. O correspondente descreveu as manifestações como "um terremoto político".

As manifestações contra a reeleição de Ahmadinejad começaram no sábado, quando o resultado oficial deu ao presidente 62,6% dos votos, contra 33,8% de Mousavi.

Segundo Leyne, a propagação rápida dos protestos desafia não apenas o resultado da eleição e o presidente Ahmadinejad, mas também o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Isso implica em um desafio a toda a base da República Islâmica, diz o correspondente da BBC em Teerã.

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