Turquia indicia sete comandantes militares por suposto complô

Sete comandantes militares, dois deles na ativa, foram indiciados na madrugada desta quarta-feira por um tribunal de Istambul por suspeita de conspiração contra o governo conservador turco.

iG São Paulo |

Um almirante e um general estão entre os oficiais indiciados por pertencer a uma organização clandestina que teria como objetivo derrubar o governo, informa a imprensa do país. Os suspeitos foram levados para prisões militares e civis.


Policiais turcos ficam de prontidão ao redor de
tribunal durante audiência com militares / AP

Ao mesmo tempo, o tribunal liberou seis militares detidos durante uma operação sem precedentes contra 49 oficiais acusados pelo planejamento, em 2003, de um complô contra o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, integrante do movimento islâmico), no poder desde 2002.

O general Ibrahim Firtina, ex-comandante da Força Aérea, e o almirante Özden Örnek, ex-comandante da Marinha, que estão entre os detidos, podem ser interrogados pala procuradoria e colocados à disposição de um tribunal, de acordo com a imprensa.

O Estado-Maior das Forças Armadas reagiu na terça-feira às detenções e convocou uma reunião extraordinária de todos os generais e almirantes para avaliar o caso, que chamou de "situação greve".

A prisão dos militares, em um país onde o Exército é considerado o garantia do regime laico, aumentou a tensão entre partidários do governo e a oposição laica.

Tensão

As Forças Armadas da Turquia já derrubaram quatro governos do país, entre 1960 e 1997, alegando que suas tendências islâmicas ameaçariam o caráter laico do Estado turco.

Correspondentes dizem que as recentes detenções são sintoma da crescente polarização entre os setores seculares da sociedade e o governo de Erdogan, de orientação islâmica.

Muitos acusam o partido de Erdogan, o AKP, que tem raízes no islamismo político, de pretender tornar a Turquia um Estado islâmico.

O partido nega as acusações, dizendo pretender apenas modernizar a Turquia e levar o país mais próximo de ser admitido na União Europeia.

* Com AFP e informações da BBC

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