Turquia e Iraque aceleram colaboração contra grupo armado curdo

Istambul, 19 nov (EFE).- O ministro do Interior da Turquia, Besir Atalay, viaja hoje ao Iraque para acelerar a colaboração entre os dois países e com os Estados Unidos, na luta contra o grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), anunciou hoje a imprensa turca.

EFE |

Atalay deve ser recebido em Bagdá por seu colega iraquiano, Jawad Al-Bulani, em reunião que também contará com a presença do embaixador dos EUA no Iraque, Ryan Crocker, e comandantes militares das forças de ocupação americanas.

Esta será a primeira reunião trilateral destas características desde o fracasso da tentativa de estabelecer um mecanismo semelhante em 2006.

A imprensa local destaca principalmente que a reunião ocorre depois das eleições presidenciais americanas, e lembram que o futuro sucessor de George W. Bush na Casa Branca, o democrata Barack Obama, telefonou na segunda-feira para o presidente turco, Abdullah Gül.

Segundo a imprensa turca, Obama disse a Gül que acha "correto que Turquia use seu direito à autodefesa na luta contra o terrorismo" do PKK.

Amanhã, Abdul-Aziz al-Hakim, representante especial do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, viajará para Ancara para negociar um acordo bilateral sobre segurança com o Governo turco.

Durante o próximo fim de semana, uma delegação presidida pelo representante especial da Turquia para o Iraque, Murat Özçelik, viajará para Bagdá para se reunir com delegados do Exército e dos serviços secretos iraquianos.

A Turquia reivindica apoio para isolar totalmente as bases do PKK no norte do Iraque e exige de Bagdá o controle efetivo das vias de abastecimento à cordilheira de Kandil, onde se encontra o comando central do grupo separatista curdo.

Além disso, o Governo turco exige o bloqueio dos meios de comunicação ligados ao PKK e o aumento dos controles de segurança iraquianos perto da fronteira com a Turquia.

Segundo a emissora turca "NTV", esta intensificação de gestões diplomáticas entre Turquia, Iraque e EUA está fundamentada no fato de que, a partir de 1º de janeiro de 2009, o controle do espaço aéreo iraquiano será devolvido por Washington a Bagdá.

Deste modo, Ancara deverá pedir permissão diretamente aos iraquianos para realizar operações aéreas contra as bases do PKK no Iraque, onde os turcos suspeitam que estão refugiados entre 3 mil e 4,5 mil integrantes do grupo armado, incluído na lista de organizações terroristas da Turquia, EUA e União Européia (UE). EFE amu/ev/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG