Turquia e China fecham tensões após atritos por distúrbios em Urumqi

Pequim, 31 ago (EFE).- Os Governos da Turquia e da China fecharam hoje um mês e meio de tensões diplomáticas devido aos distúrbios étnicos em Urumqi, após os quais Ancara acusou Pequim de cometer quase um genocídio ao povo uigur.

EFE |

A reconciliação foi selada com um aperto de mãos entre o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e o ministro de Estado turco Zafer Caglayan, quem transmitiu uma mensagem pessoal do chefe do Governo de seu país, Recep Tayyip Erdogan, segundo a agência chinesa "Xinhua".

Caglayan disse que o Governo turco "compreende" as medidas tomadas pela China para reprimir as revoltas de 5 de julho em Urumqi e que Ancara "não permitirá em território turco que ninguém sabote a soberania e a integridade territorial chinesas".

Poucos dias depois dos violentos incidentes em Urumqi, capital da região chinesa de Xinjiang, Erdogan afirmou que os ataques sofridos pela minoria étnica uigur se assemelhavam a "um genocídio", enquanto o ministro da Indústria turco, Nihat Ergun, defendeu então o boicote a produtos chineses.

Turcos e uigures são povos com semelhanças culturais, linguísticas e religiosas, como grande parte dos que habitam a Ásia Central.

Segundo dados oficiais chineses, 197 pessoas morreram nestes incidentes, mas o exílio uigur no exterior - alguns de seus mais importantes ativistas vivem na Turquia - situa o número acima dos 800 mortos. EFE abc-rat/an

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