Sana, 7 mai (EFE).- As duas turistas japonesas seqüestradas hoje por um grupo de homens armados em Marib, no leste do Iêmen, foram liberadas por seus seqüestradores, graças à mediação de líderes de tribos locais, segundo fontes policiais.

As duas cidadãs japonesas "estão em bom estado de saúde", e foram transferidas esta noite a um hotel de Marib, a 170 quilômetros ao leste de Sana, e amanhã viajarão para a capital, explicaram as fontes à Agência Efe.

As duas cidadãs japonesas foram seqüestradas quando visitavam a histórica represa de Marib, 170 quilômetros ao leste de Sana e perto do templo no qual foi cometido o atentado de julho de 2007 no qual morreram oito turistas espanhóis.

Os seqüestradores conseguiram fugir com as duas turistas em dois carros 4x4, após um tiroteio com os guardas que acompanhavam um grupo de turistas japoneses na represa de Marib.

As fontes não detalharam, no entanto, se as autoridades cumpriram, ou não, às exigências dos seqüestradores, que exigiam a libertação de um membro da tribo à qual pertencem, Al Mayeli, detido por ser suspeito de ter matado um policial há duas semanas.

Marib foi palco nos últimos anos de numerosas ações similares e na maioria dos casos os reféns foram libertados sãos e salvos.

A província de Marib também é considerada reduto do ramo iemenita da Al Qaeda que assumiu a autoria de vários ataques no país, entre eles o que causou a morte dos oito turistas espanhóis, e o de janeiro, no qual dois belgas morreram.

Pelo menos 200 cidadãos estrangeiros foram seqüestrados em todo o país, desde 1991, o mais sangrento deles ocorreu em dezembro de 1998, quando três italianos e um australiano morreram enquanto a Polícia tentava libertar 16 reféns ocidentais, seqüestrados por um grupo extremista islâmico no sul do país. EFE ja-fa/fb

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