Bruxelas, 6 jan (EFE).- Os três turistas belgas libertados no início de dezembro passado no Irã, após permanecerem detidos durante três meses por entrarem acidentalmente em uma área militar, voltaram hoje à Bélgica, segundo um comunicado da Chancelaria do país.

Em 8 de dezembro, a Procuradoria iraniana entregou à embaixada belga em Teerã os turistas Diego Mathieu, Vincent Boon-Falleur e Idesbald van den Bosch, que ficaram três meses presos por entrar "sem saber" em uma área militar.

Só agora se soube da detenção dos três belgas, que não tinha sido divulgada até então e que permaneceram até hoje no Irã à espera de uma autorização específica para poder deixar o país.

O porta-voz do Ministério de Exteriores belga, Bart Ouvry, disse à Agência Efe que dois detidos entraram por engano em uma área militar iraniana por não entender as indicações no caminho, feitas "em uma língua que não conheciam", quando viajavam de bicicleta pelo país.

O terceiro turista foi detido posteriormente ao ser associado pelas forças de segurança iranianas aos outros dois, que tinha conhecido durante a viagem, destacou Ouvry.

Além disso, indicou que os três detidos foram postos em liberdade porque não havia nenhuma acusação formal contra eles.

O vice-primeiro-ministro belga e chanceler do país, Steven Vanackere, expressa no comunicado sua alegria pela solução do caso e agradece aos parentes e amigos dos turistas pela "paciência e colaboração construtiva", que, "sem dúvida, contribuíram para esse desfecho feliz".

Vanackere também elogiou a "discrição" com que a imprensa belga tratou desse assunto e felicita a embaixada em Teerã e a seus colaboradores pelos esforços realizados.

O chanceler belga ressalta aos cidadãos que quiserem viajar ao Irã que "consultem as advertências" publicadas no site do Ministério de Exteriores, que "fazem alusão, explicitamente, aos riscos originados pelos problemas com nossos três compatriotas". EFE rja/sa-an

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