Turista espacial começará treinamento após o Ano Novo

Moscou, 1 dez (EFE).- O turista espacial Charles Simonyi, que quer entrar na história como o primeiro astronauta não profissional a viajar duas vezes para a Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), começará sua preparação após o Ano Novo, informou hoje o Centro de Treinamento de Cosmonautas da Rússia.

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"Simonyi se submeteu a uma comissão médica e retornou aos Estados Unidos. Começará os treinamentos no Centro de Treinamento de Cosmonautas em meados de janeiro do ano que vem", disse Serguei Tafrov, porta-voz oficial dessa instituição, citado pela agência russa "Itar-Tass".

O professor Yuri Voronkov, chefe do departamento de seleção de cosmonautas do Instituto de Problemas Biomédicos da Academia de Ciências da Rússia, disse que "a decisão de aprovar o acesso de Simonyi aos treinamentos será tomada pela comissão médica principal, provavelmente em 19 de dezembro".

"O empresário americano (de origem húngara) se submeteu a uma comissão médica mista, integrada por representantes do instituto e do Centro de Treinamento de Cosmonautas, que deu o sinal verde a seu acesso aos treinamentos especiais", disse.

Acrescentou que Simonyi, que em abril de 2007 já havia permanecido quase duas semanas na plataforma orbital, deverá passar durante o período de preparação por um exame médico adicional no instituto.

Assim, o multimilionário americano, de 60 anos, será não só recordista entre os turistas pelo número de viagens realizadas ao espaço e o dinheiro investido nisso, mas talvez também o último participante não profissional de um vôo espacial.

Antes, Anatoli Perminov, diretor da agência espacial russa Roscosmos, informou que, nos próximos anos, a Rússia suspenderá o envio de turistas espaciais à órbita, já que todos os lugares das naves Soyuz já estão designadas a astronautas profissionais dos países-membros do programa da ISS.

Segundo o representante na Rússia da companhia Space Adventures, Serguei Kostenko, "a questão a respeito da organização de futuras viagens turísticas à ISS ainda não foi decidida com a Roscosmos".

EFE egw/an

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