As duas turbinas do Airbus A320 da US Airways que na quinta-feira precisou fazer um pouso de emergência no rio Hudson, em Nova York, se perderam na água, indicou uma investigadora federal envolvida no caso.


"As duas turbinas não estão junto do avião. Isso não é incomum neste tipo de impacto", disse Kitty Higgins, membro do Conselho Nacional de Segurança no Transporte, durante uma entrevista coletiva sobre o acidente. Mergulhadores auxiliados por um sonar estão tentando localizar as turbinas no fundo do rio, informou.

A aeronave permanecia dentro d'água nesta sexta-feira, amarrada a um molhe no extremo sul de Manhattan, para onde foi rebocada, vazia, horas depois do acidente - no qual, graças à extrema habilidade do piloto, os 155 ocupantes sobreviveram.

"Planejamos tirar o avião da água no sábado de manhã", acrescentou Higgins. A investigadora disse também que ainda não foi possível recuperar as caixas pretas do avião.

Ainda não se sabe o que causou a avaria no Airbus, detectada pelo piloto minutos após a decolagem do aeroporto de La Guardia, em Nova York.

Uma equipe de 20 pessoas do Conselho, coordenadas pelo veterano investigador Robert Benzon, entrou em campo nesta sexta-feira para determinar o que levou os dois motores do avião a entrar em pane. A suspeita mais forte até o momento é que aves tenham se chocado contra as turbinas.

Os investigadores já começaram a ouvir os tripulantes do vôo, que também foram submetidos a exames rotineiros anti-drogas, segundo Higgins. O depoimento do piloto, Chesley Sullenberger, cuja perícia evitou uma catástrofe, está previsto para sábado.

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