Túnis, 5 nov (EFE).- O presidente tunisiano, Zine El Abidine Ben Ali, anistiou hoje um grupo de 21 ex-dirigentes do partido fundamentalista Em-Nahda (Renovação), por ocasião do 21º aniversário de sua chegada ao poder, informaram fontes judiciais.

Segundo as fontes citadas, esse era o último grupo de membros desse partido, condenados por atentar, em 1990, contra a segurança do Estado, alguns a prisão perpétua e outros a penas de até 20 anos de prisão.

No julgamento realizado em 1992 foram processados 277 membros do "Em-Nahda" e 265 deles foram condenados por um tribunal militar.

Posteriormente, foram sendo anistiados pouco a pouco, outros cumpriram suas penas, e, após este último grupo, já não haveria presos do partido fundamentalista, segundo membros da oposição política contatados hoje pela agência Efe.

Posto fora da lei, o partido fundamentalista é dirigido de seu exílio em Londres por Rachid Ghannouchi, que afirmou várias vezes inspirar-se no fundamentalista sudanês Hassan Al Turabi e no presidente do argelino Frente Islâmica de Salvação (FIS), Absi Madani.

"Em-Nadha" sucedeu em 1989 o chamado Movimento da Tendência Islâmica (MTI), fundado em junho de 1981 por um grupo de intelectuais islamitas, entre eles Ghannouchi e Abdelfatah Mouro, este último um dos poucos dirigentes que não se exilou e reside em Túnis por sua própria vontade. EFE mo/jp

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