Tumultos acabam com Natal de comerciantes gregos

ATENAS - Os tumultos ocorridos neste fim de semana na Grécia destruíram cerca de 130 lojas no centro comercial de Atenas. Os proprietários dos estabelecimentos que escaparam ilesos dizem que um Natal já ofuscado pela crise econômica global pode estar perdido.

Reuters |

Com luzes natalinas acesas e vitrines decoradas, a banda municipal estava prestes a dar início às festividades quando a violência eclodiu. O estopim foi a morte de um jovem pela polícia ateniense. O prefeito adiou a solenidade.

A Associação Comercial de Atenas declarou, durante entrevista coletiva, que precisa de apoio imediato para amenizar a crise, pedindo a suspensão dos pagamentos de impostos e das cobranças de empréstimos, entre outras medidas.

"Eu solicitei ao Ministro da Economia que ele explore todas as possibilidades, para que possamos compensar os cidadãos imediatamente e completamente pelos danos sofridos", disse o primeiro-ministro Costas Karamanlis em uma declaração na TV.

Charalampos Xilouris, diretor-executivo da Sprider Stores, cujo prédio de três andares no final da rua Ermou foi totalmente destruído, disse que dezembro será um mês perdido. "Isso não acontece em uma sociedade civilizada", acrescentou.

Manifestantes furiosos com a morte do garoto na noite de domingo entraram em confronto com a polícia e promoveram tumulto em Atenas, destruindo bancos, lojas e incendiando carros. Não havia estimativa oficial dos estragos, estimados em milhões de euros.

Ainda havia fumaça na principal via comercial de Atenas, uma longa alameda para pedestres do outro lado do Parlamento, em geral movimentada com comerciantes, artistas que fazem mímicas e mascates.

"Há um sério impacto psicológico sobre o mercado", disse Vasilios Lianos, de 52 anos, supervisor na loja de roupas femininas Ysatis, que sofreu um grande estrago. "Estamos correndo contra o tempo para os feriados."

Diversas lojas aparentavam estar completamente destruídas e outras tinham janelas quebradas. Funcionários das lojas que não sofreram estragos disseram que poucos fregueses se aventuravam no comércio.

"O governo só é bom com as palavras, não com as ações", disse Athanasios Ikosipentaris, de 56 anos, sentado em uma lanchonete diante de sua loja de dois andares de roupas femininas, chamada Marnik, destruída no fim de semana.

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