Túmulos devem mostrar como vivia a classe média no Egito antigo

Por Marwa Awad CAIRO (Reuters) - Dois túmulos de 2.500 anos de idade descobertos em uma necrópole próxima do Cairo prometem revelar mais sobre a classe média do Egito antigo, disse na terça-feira o arqueólogo chefe do país.

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Datando da 26a dinastia, que governou o Egito entre 664 a.C. e 525 a.C., os túmulos foram encontrados perto da entrada do sítio arqueológico da necrópole de Saqqara, 30 quilômetros ao sul do Cairo.

"Esses túmulos pertenceram a famílias egípcias de classe média, não à realeza, e não tinham nomes. Foram reutilizados por muitas pessoas e podem nos dar muitíssimas informações sobre os costumes de sepultamento e a religião da época", disse à Reuters o chefe do departamento de antiguidades do Egito, Zahi Hawass, que comandou uma equipe formada exclusivamente por arqueólogos egípcios.

Um dos túmulos - o maior descoberto em Saqqara até agora - consiste em um complexo de cômodos e corredores ligados a um grande salão escavado na rocha.

"Não esperávamos encontrar túmulos nesta área", disse Hawass. "Esta descoberta comprova que a importância de Saqqara se estende para além do Reino Antigo do Egito, e pode nos revelar muita coisa sobre a 26a dinastia".

Os túmulos já foram abertos várias vezes e é provável que tenham sido saqueados no final do período romano, mas, mesmo assim, contêm vários féretros, restos mortais humanos e animais mumificados, como águias, além de objetos de cerâmica.

A descoberta de câmaras não saqueadas em uma necrópole tão conhecida quanto Saqqara, que atendia à cidade vizinha de Mênfis, é rara.

"Saqqara ainda guarda muitos segredos", disse Hawass.

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