Túmulos de vítimas de ataque à associação judia são profanados na Argentina

Buenos Aires, 8 jul (EFE) - A comunidade judaica da Argentina denunciou hoje a profanação de 28 túmulos, entre elas as de sete vítimas do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) de Buenos Aires, que, em 1994, deixou 85 mortos.

EFE |

As profanações foram descobertas no domingo no cemitério judeu de La Tablada, nos arredores da capital argentina, informou o presidente da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (Daia), Aldo Donzis.

"Estamos investigando por que houve roubo de placas e fotos de várias tumbas, entre elas de vítimas do atentado à Amia, mas queremos ter mais elementos de julgamento para dar uma opinião definitiva", explicou.

"É algo horroroso, é muito estranho, porque fala muito da vigilância e da segurança do cemitério", disse Olga Degtiar, mãe de um jovem morto no ataque, em entrevista à "Agencia Judía de Noticias", com sede em Buenos Aires.

"No domingo de manhã estava tudo bem, e à tarde já tinham roubado as placas e fotos", disse, depois de advertir de que "não é a primeira vez" que são profanados túmulos no cemitério de La Tablada, a 15 quilômetros da capital argentina.

Degtiar ressaltou que as autoridades "teriam que se ocupar" de impedir estes fatos e lembrou que, desde setembro do ano passado, vigoram novas medidas para prevenir atos de vandalismo, profanação e outros crimes contra a comunidade judaica da Argentina, a maior da América, atrás apenas da dos Estados Unidos.

Em 18 de julho se completa o 14º aniversário do atentado que destruiu a sede da Amia, o qual não foi esclarecido ainda, mas que é atribuído a grupos terroristas do fundamentalismo islâmico amparados pelo Irã, cujo Governo nega taxativamente a acusação.

O atentado da Amia seguiu outro contra a embaixada de Israel em Buenos Aires, cometido em 17 de março de 1992 e que causou a morte de 29 pessoas.

Os dois ataques permanecem sem solução e a Justiça argentina declarou foragidos nove iranianos, cuja captura foi pedida ano passado pela Amia. EFE alm/db

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