Tudo pronto para receber reféns que serão libertados pelas Farc

Villavicencio (Colômbia), 31 jan (EFE).- Os preparativos para a libertação de seis colombianos sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da colômbia (Farc) estão prontos e espera-se que a missão humanitária apoiada pelo Brasil chegue neste domingo a um ponto da selva do sul colombiano para recolher os primeiros quatro reféns libertados.

EFE |

A espera acontece em Villavicencio, capital do departamento (estado) de Meta, situado a 120 quilômetros a sudeste de Bogotá, aonde chegarão alguns dos cativos e os esperam familiares e grupos defensores dos direitos humanos.

A operação começou na sexta-feira passada quando a senadora Piedad Córdoba, delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e um grupo de intelectuais viajaram ao Brasil para abordar as aeronaves civis fornecidas pelas autoridades do país.

A missão era esperada em segredo no departamento de Guaviare e dali deve partir no domingo de madrugada para um ponto de Caquetá (400 quilômetros ao sul de Bogotá), onde recolherá três policiais e um soldado sequestrados.

No dia 21 de dezembro as Farc ofereceram de forma unilateral libertar seis sequestrados, que são parte do grupo de 28 reféns "passíveis de troca" por 500 rebeldes presos.

As identidades dos quatro homens não foram reveladas, o que frustrou a expectativa das famílias de 26 membros da Polícia e do Exército que estão em poder das Farc.

O grupo de seis reféns é completado por Alan Jara, ex-governador de Meta que foi sequestrado em 2001, e Sigifredo López, ex-deputado regional de Valle del Cauca, sequestrado em abril do 2002 junto a outros 11 companheiros que foram assassinados em 2007 por um erro dos rebeldes.

O porta-voz do CICV na Colômbia, Yves Heller, declarou que jám existem as condições para receber os seis reféns, depois que o Governo expressou um compromisso de todas as garantias de segurança.

Córdoba é acompanhada por emissários do CICV, pelo escritor Daniel Samper Pizano, pelo jornalista Jorge Enrique Botero, e por Olga Amparo Sánchez, defensora dos direitos humanos.

O mau tempo em parte do país, onde choveu, dificultou os trabalhos.

Para garantir o sucesso da operação, na sexta-feira as Forças Militares colombianas dispuseram uma cessação de operações de 36 horas em uma ampla região do sul do país, no departamento de Caquetá.

Esta cessação de ações do Exército compromete pelo menos 17.000 soldados que patrulham os departamentos de Caquetá, Putumayo e Amazonas, este último na fronteira com Brasil e Peru.

O general Fredy Padilla de León, comandante das Forças Militares, ressaltou o interesse do Governo de que estas pessoas que estão sequestradas retornem o mais rápido possível à liberdade.

Espera-se que na segunda-feira seja libertado Alan Jara, que será levado a Villavicencio e que na terça ou quarta-feira aconteça o mesmo com Sigifredo López, a quem levarão para Cali, capital de Valle del Cauca.

O ministro do Interior e Justiça, Fabio Valencia Cossio, declarou hoje que o Governo facilita a libertação dos seis reféns, mas continuará combatendo a guerrilha e buscando a liberdade de todos os cativos.

Ele acrescentou que a administração do presidente Álvaro Uribe não vai esquecer os colombianos que a guerrilha das Farc mantém apodrecendo nas selvas da Colômbia. EFE gta/ma

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