Tudo pronto para produção em larga escala de vacina contra a gripe A

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que é possível fabricar em um ano quase cinco bilhões de vacinas contra a gripe suína, que teve quase 1.000 novos casos confirmados nas últimas 24 horas, a maior parte deles no México e Estados Unidos.

AFP |

AOMS prevê uma produção de 94,3 milhões de vacinas por semana, segundo um documento apresentados a grupos farmacêuticos como Sanofi, Solvay, GSK e Novartis, do qual a AFP obteve uma cópia em Genebra, onde a organização realiza sua assembleia anual.

O laboratório suíço Novartis informou ter recebido o novo vírus A (H1N1) e espera a autorização da OMS para iniciar a produção de vacinas.

"Recebemos o vírus e nossos pesquisadores estão modificando-o para começar a produzir uma vacina", afirmou uma porta-voz da empresa à AFP, antes de completar que são necessárias de três a quatro semanas para iniciar a produção efetiva.

A OMS convidou para uma reunião 30 fabricantes de vacinas de 19 países desenvolvidos e em desenvolvimento. Uma das questões fundamentais do encontro foi o custo da vacina e a disponibilidade nos países pobres.

A diretora geral da OMS, Margaret Chan, teve a companhia do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na reunião.

Durante a tarde, Ban Ki-moon discursou às delegações dos 193 Estados membros da OMS e advertiu que o mundo deve permanecer vigilante e alerta ante o vírus da gripe suína.

"Devemos permanecer vigilantes e alertas ante qualquer sinal de presença do vírus A (H1N1)", disse.

O chefe da ONU opinou que seria "suicídio" cortar os investimentos no setor da saúde por causa da crise econômica mundial.

"Reduzir os investimentos no setor de saúde em uma época de recessão seria não apenas moralmente inaceitável, mas também um suicídio do ponto de vista econômico", declarou.

Segundo o programa elaborado pelas autoridades de saúde mundiais para enfrentar as pandemias, a produção das vacinas começaria no momento que o nível de alerta fosse elevado ao máximo de 6. Na segunda-feira, Chan manteve o nível de alerta em 5.

Mas a pressão aumenta sobre a OMS, depois que quase mil novos casos da doença foram confirmados nas últimas 24 horas, o que eleva o número de pessoas afetadas pela doença a 9.830, com 79 mortes, em 40 países.

A maior parte dos novos contágios aconteceu no México (545 diagnosticados) e nos Estados Unidos (+409).

A lista de vítimas fatais registrou mais quatro mortes no México e uma nos Estados Unidos, de acordo com a OMS.

A rápida propagação do vírus no Japão, que tem 178 casos confirmados, aumenta a preocupação na OMS, já que a detecção de um foco autônomo de contaminação fora do continente americano justificaria o anúncio de que o mundo enfrenta a primeira grande pandemia de gripe do século XXI.

Depois da detecção de 15 novos casos de gripe suína, o Japão determinou o fechamento de mais de 4.000 colégios e creches na região de Kobe e Osaka (oeste), região pela qual a doença se propaga rapidamente desde sábado.

A OMS advertiu em várias ocasiões que a elevação ao nível 6 de alerta pandêmico não mediria a severidade da doença, e sim constataria a propagação do vírus pelo planeta.

Nesta terça-feira foram confirmados novos casos da doença na China e na Coreia do Sul.

Margaret Chan ressaltou em Genebra a necessidade atual de priorizar a produção da vacina contra a gripe comum, já que a OMS ainda avalia os risco que implicaria interromper a fabricação desta vacina para liberar a capacidade dos laboratórios para a nova vacina contra a gripe suína.

dro/fp

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