Tudo preparado para a recepção dos seis reféns das Farc

Os helicópteros fornecidos pelo Brasil para a operação na qual uma comissão humanitária receberá os seis reféns das Farc, chegam neste sábado no sudeste da Colômbia, região que funcionará de antessala da entrega realizada em três etapas, entre domingo e quarta-feira próxima.

AFP |

O ministro da Defesa colombiano Juan Manuel Santos suspendeu as ações militares durante 36 horas nas zonas relacionadas para facilitar o processo.

Inicialmente as operações serão paralisadas em "área bastante extensa do departamento de Caquetá", (sul) onde serão entregues domingo três policiais e um militar, disse Santos depois de se encontrar com Christophe Beney, chefe da delegação, na Colômbia, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que coordena a missão.

"Temos as garantias de segurança e isso é muito importante", disse neste sábado o porta-voz do CICV em Bogotá, Yves Heller.

O cronograma prevê a entrega dos políticos Alan Jara, segunda-feira, e de Sigifredo López, na quarta.

Os quatro membros das forças armadas a serem liberados domingo serão levados à cidade de Villavicencio (90 km a sudeste de Bogotá), por comissão humanitária chefiada pela senadora colombiana Piedad Córdoba.

Na segunda-feira, a comissão deixará Villavicencio para receber Jara, ex-governador do departamento de Meta sequestrado em 2001, e em seguida irá a Cali (500 km a sudoeste de Bogotá) para a entrega de López, um ex-deputado provincial refém desde 2002.

López é o único sobrevivente de um grupo de 12 deputados sequestrados por um comando das Farc na sede da Assembleia departamental de Valle del Cauca. Seus companheiros morreram em cativeiro num confuso episódio em 2007.

Em Villavicencio, capital de Meta, as autoridades locais reforçam a segurança em torno do aeroporto Vanguardia e os policiais eram visíveis nas ruas.

A cidade vive um ambiente festivo e dezenas de cartazes foram colocados nas ruas principais dando as boas-vindas a Jara.

No domingo será realizada missa campal e passeata em direção ao aeroporto, para se aguardar sua chegada.

Depois destas libertações, a principal guerrilha colombiana (formada por 7.000 combatentes, segundo o governo) manterá ainda em seu poder 22 militares e policiais.

axm/hov/sd

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