Tsvangirai é proibido de sair do Zimbábue, diz oposição

O Movimento por Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), o principal partido da oposição do Zimbábue, afirmou que as autoridades confiscaram, nesta quinta-feira, o passaporte de seu líder, Morgan Tsvangirai, e de dois outros importantes integrantes do partido, impedindo-os de viajar.

BBC Brasil |

Segundo o MDC, os documentos foram confiscados ainda no aeroporto, quando os iam embarcar para a África do Sul, onde iriam se reunir com o presidente Thabo Mbeki, que vem mediando a crise no Zimbábue.

Os três políticos também participariam de um encontro regional da Comunidade para o Desenvolvimento do Sul da África, em Johanesburgo, no fim de semana.

Segundo o secretário-geral do MDC, Tendai Biti, a decisão de impedir que os três viajassem mostra que as negociações por uma partilha de poder com o governo do presidente Robert Mugabe são - como ele descreveu - uma farsa.

Interrupção

Um ministro do governo se recusou a comentar se os documentos haviam sido apreendidos, mas culpou a mídia ocidental pela interrupção nas negociações com o MDC.

As negociações entre governo e oposição para formação de uma coalizão no Zimbábue, depois das eleições presidenciais, foram interrompidas na terça-feira.

Tsvangirai venceu o primeiro turno das eleições presidenciais em Março e se retirou do segundo turno alegando uma campanha de violência contra seus correligionários.

Nas eleições parlamentares, o MDC liderado por Tsvangirai obteve 100 assentos, uma outra facção do MDC obteve dez cadeiras e o partido de Mugabe, o Zanu-PF, conquistou 99.

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