Tsunami atinge regiões do Pacífico após forte terremoto no Chile

TÓQUIO - Ondas de até 1,5 metros alcançaram neste domingo regiões distantes do Pacífico, desde o extremo leste da Rússia e Japão às remotas Ilhas Chatham da Nova Zelândia, depois que um forte terremoto estremeceu o Chile, deixando mais de 300 mortos.

Reuters |

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    • As autoridades ordenaram que centenas de milhares de residentes no Japão, Nova Zelândia, Filipinas e da região russa de Kamchatka fossem retiradas logo depois do terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o Chile no sábado, um dos mais poderosos do mundo em um século, mas não havia registros imediatos de danos.

      No Japão, uma onda de 1,45 metros alcançou o porto pesqueiro de Otsuchi, na costa norte do Pacífico, informou a agência de notícias Kyodo. Ondas menores chegaram a uma zona do território japonês, desde a pequena ilha de Minamitori, 1.950 quilômetros ao sul de Tóquio, até à ilha de Hokkaido, no norte, disse a Agência Meteorológica do Japão.

      Funcionários japoneses recomendaram aos residentes de cerca de 540 mil casas na costa do Pacífico do país que deixassem a zona e disseram que ondas posteriores poderiam ser muito maiores.

      "As ondas geradas pelo tsunami estão começando a chegar", disse o professor Yoshinobu Tsuji, da Universidade de Tóquio, ao canal público de televisão NHK. "Esta não é a última (onda)", acrescentou.

      É o primeiro grande alerta de tsunami no Japão em 17 anos e apenas o quarto desde 1952, disse a Agência Meteorológica do Japão.

      "O descuido poderia ser o pior inimigo. No passado, inclusive as ondas não eram tão grandes, houve enormes danos com um tsunami de dois metros", disse a jornalistas o primeiro-ministro, Yukio Hatoyama.

      Os serviços de trens foram suspensos em muitas regiões junto à costa do Pacífico e algumas estradas foram fechadas.

      Os veículos da polícia e dos bombeiros vigiavam as vias costeiras, entretanto, barcos de pesca, procurando evitar qualquer tsunami, saíram ao mar sob um céu cinzento com flocos de neve em algumas áreas.

      A região que poderia ser a mais seriamente atingida, onde morreram cerca de 140 pessoas em um tsunami há 50 anos, tem muitas baías pequenas que poderiam concentrar a força das ondas.

      "As ondas poderiam invadir a terra, assim, por segurança, (as pessoas) deveriam ir a um lugar muito mais alto do que a altura prevista das ondas", disse o funcionário da Agência Meteorológica do Japão, Yasuo Sekita, em entrevista coletiva.

      A agência disse que as primeiras ondas não seriam as maiores e que o alerta continuaria por um longo tempo.

      (Reportagem adicional de Chisa Fujioka)

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