Tropas russas são acusadas de restringir liberdade de imprensa na Geórgia

Viena, 19 ago (EFE) - O Instituto Internacional de Imprensa (IPI, em inglês) denunciou hoje em Viena as supostas tentativas das forças russas na Geórgia de atacar jornalistas e restringir sua liberdade de informação e movimento.

EFE |

O IPI, uma rede mundial de proprietários de meios de comunicação de 120 países, expressa em comunicado preocupação com as restrições sofridas no país, que há dez dias é palco de um conflito.

Segundo informações recebidas pelo IPI, tanto jornalistas georgianos quanto estrangeiros estão sendo proibidos de se deslocar em certas áreas do país sob controle russo, como na cidade de Gori e na região separatista georgiana da Ossétia do Sul.

As estradas que levam a Gori foram bloqueadas por tanques russos e os repórteres que não são credenciados pelo Ministério de Exteriores da Rússia estão proibidos de entrar na cidade.

"O artigo 19 da Declaração Universal de Direitos Humanos reconhece o direito a buscar, receber e dividir informação, um direito que é mais importante ainda em tempos de conflito", disse o diretor do IPI, David Dadge.

Por isso, o Instituto pede às autoridades envolvidas nesta crise que garantam a todos os jornalistas que eles possam realizar seu trabalho sem obstáculos, que ponham fim aos ataques contra a imprensa e levem os responsáveis por ações desse tipo perante a Justiça.

Além disso, o IPI denuncia que a emissora de rádio "Atinati", situada em Zugdidi, e o canal de televisão "Egrisi", na cidade de Senaki, foram atacados por tropas russas, que apreenderam equipamentos técnicos e obrigaram os jornalistas a interromperem suas transmissões.

A região de Shida Kartli, na Ossétia do Sul, onde uma antena de televisão foi destruída, é qualificada pelo IPI como "um vazio informativo".

Vários jornalistas que tentaram ter acesso à zona de conflito denunciaram que seus veículos e câmeras foram confiscados, embora não esteja claro quem sejam os responsáveis.

Além disso, uma trabalhadora de uma televisão georgiana foi atacada na última quinta-feira, quando fazia uma passagem ao vivo da cidade de Gori.

O jornalista americano Steve Harrigan, da cadeia "Fox News", também afirma ter sido atacado por um franco-atirador, assim como vários repórteres do Azerbaijão e da Turquia. EFE jk/ab

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