RAMALAH - Soldados israelenses mataram nesta terça-feira uma criança palestina de nove anos em um protesto contra o muro de separação com Israel na cidade cisjordaniana de Nilín, informaram testemunhas e fontes médicas.

O fato aconteceu durante os enfrentamentos entre dezenas de manifestantes e tropas israelenses que usaram balas de borracha e gás lacrimogêneo para conter o protesto.

Dez manifestantes e dois membros das Forças de Segurança israelenses ficaram feridos na manifestação, que contou com a participação de centenas de pessoas.

O Exército israelense está "investigando o incidente" e, em princípio, não tem "claro" que essa morte "seja responsabilidade" de suas tropas no local.

Além disso, qualificou o protesto de "muito violento" pelo "lançamento constante" de pedras contra seus homens.

Há alguns meses, Nilín se transformou em cenário de até quatro manifestações semanais por parte de residentes da zona, ativistas israelenses e internacionais contra a barreira de arame e concreto que Israel começou a levantar na Cisjordânia em 2002.

No início do mês, o povoado permaneceu dois dias sob toque de recolher e outros como zona militar fechada, em uma condição em que ninguém pode ir ao local, incluindo jornalistas.

O muro reduziu notavelmente o número de atentados suicidas, mas também deu lugar a uma apropriação de terras palestinas e aumentou as dificuldades de deslocamento na Cisjordânia.

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