Tropas estrangeiras não americanas devem abandonar Iraque até agosto

BAGDÁ - A lei aprovada nesta terça-feira pelo Parlamento do Iraque para a permanência de tropas estrangeiras não americanas no país asiático a partir de janeiro de 2009, estipula a retirada definitiva para antes de 1º de agosto próximo.

EFE |

"A Câmara dos Deputados iraquiana delegou ao Conselho de Ministros a adoção de todas as medidas necessárias para a retirada das tropas de Reino Unido, Austrália, Romênia, Estônia e El Salvador" antes de agosto de 2009, disse o presidente provisório do Parlamento, o xeque Khaled al-Atia.

Atia, até agora vice-presidente da Câmara, passou a ocupar o cargo de máximo representante do Parlamento depois de o anterior presidente, Mahmoud al-Mashadani, ter apresentado sua renúncia aos deputados por divergências com essa nova lei, entre outros motivos.

De acordo com fontes parlamentares, a renúncia de Mashhadani também foi motivada pela lei que regulamenta as eleições provinciais iraquianas, assim como pelo assunto do jornalista iraquiano que jogou seus sapatos contra o presidente americano, George W. Bush.

O novo líder da Câmara acrescentou que a nova lei também cede ao Executivo a organização e o controle de presença e atividades dessas forças.

A aprovação do projeto governamental ocorre poucos dias depois de o Parlamento ter rejeitado um documento similar também apresentado pelo Executivo.

A atual votação, que terá de ser ratificada pelo Conselho Presidencial, preenche o vazio produzido em conseqüência da conclusão, em 31 de dezembro, do mandato concedido pela ONU para a presença de forças multinacionais no Iraque.

Em 17 de dezembro, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou durante uma visita ao Iraque que as tropas de seu país sairão do Iraque no final de julho de 2009, após finalizar sua missão, em 31 de maio do próximo ano.

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