Tropas espanholas sairão de forma gradual e coordenada do Kosovo

Rota (Espanha), 23 mar (EFE).- As tropas espanholas sairão do Kosovo de forma gradual e coordenada com os outros países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em uma retirada que será realizada com flexibilidade e que estará concluída até setembro, disse hoje a ministra da Defesa da Espanha, Carme Chacón.

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A retirada dos soldados espanhóis, "gradual e ordenada", será realizada em dois períodos, e "é uma decisão firme do Governo da Espanha", acrescentou a ministra, que explicou que seu país acredita que chegou o momento do retorno, ao considerar que "os objetivos militares pelos quais se envolveu no Kosovo há dez anos foram cumpridos".

Em entrevista coletiva na base militar de Rota, em Cádiz, Chacón destacou que a missão realizada agora no Kosovo, após a proclamação de independência unilateral que a Espanha não reconhece, não é a mesma para a qual foram enviadas as forças espanholas, e não vão participar dela.

A ministra da Defesa ressaltou como um "princípio inamovível" que as tropas espanholas não vão participar de "operações nas quais nem a Espanha nem os espanhóis querem ver", em alusão à consolidação do novo Estado kosovar independente.

No entanto, disse que a retirada será coordenada com os aliados da Otan e será feita "com a flexibilidade necessária", e de forma "gradual".

Para informar diretamente ao secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, Chacón viajará a Bruxelas na próxima quinta-feira.

Os chefes militares espanhóis entrarão em contato com as autoridades da Força de Estabilização no Kosovo (KFOR) para preparar a retirada, disse a ministra.

Chacón destacou também que a Espanha atuou com "prudência, responsabilidade e solidariedade" desde seu posicionamento no Kosovo e ao permanecer no local um ano após a proclamação unilateral de independência, que não reconhece.

A ministra desvinculou a missão no Kosovo da no Afeganistão, onde a Espanha tem também um contingente militar.

"O Kosovo e o Afeganistão são missões distintas", disse Chacón, que, no caso do país asiático, afirmou que "estamos esperando uma revisão da estratégia" por parte da nova Administração americana.

EFE mlg/an

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