Washington, 9 jul (EFE).- A maioria das tropas de infantaria do Exército americano terá terminado seus trabalhos no Iraque em meados de 2009, assegurou hoje o tenente-general James Dubik, no Comitê de Serviços Armados da Câmara de Representantes.

"As forças terrestres terão terminado, em sua maioria, sua missão no Iraque em meados de 2009", disse Dubik, responsável pelo treinamento das tropas do país árabe.

Segundo Dubik, a retirada das tropas de infantaria poderia ocorrer entre abril e agosto do próximo ano.

No entanto, o tenente-general advertiu que as forças americanas ainda serão necessárias no Iraque por mais tempo, para prestar apoio aéreo e treinamento às tropas do país.

Neste sentido, se recusou a especificar quando todas as tropas americanas poderão abandonar a nação árabe, ao afirmar que isso dependerá da consecução, por parte do Governo iraquiano, de certas tarefas, como a compra de aviões próprios para a Força Aérea.

"Não poria uma data fixa no calendário para a retirada das tropas americanas", explicou Dubik ao presidente do citado comitê, o democrata Ike Skelton.

Assinalou também que as Forças de Segurança iraquianas aumentaram de 444 mil, em junho de 2007, para 566 mil em maio deste ano, e que a qualidade das tropas do país melhorou.

No entanto, destacou que a liderança das mesmas ainda é "melhorável", e que permanecem dentro de suas fileiras sinais de "sectarismo".

"A melhora em matéria de segurança no Iraque foi espetacular, mas este progresso pode ter um revés e obstaculizar ou frustrar o avanço", advertiu o tenente-general.

As forças iraquianas controlam atualmente nove das 18 províncias do país, e em janeiro do próximo ano poderiam dominar todas, previu Dubik.

As declarações de Dubik ocorrem em um momento no qual o Governo iraquiano pressiona Washington para que estabeleça um calendário de retirada de suas tropas.

Os dois países negociam atualmente um pacto para assentar as bases para a permanência das tropas americanas no Iraque para além de dezembro, quando expira o mandato da ONU que legaliza a presença de cerca de 150 mil soldados no país.

O assessor de Segurança Nacional do Iraque, Moafeq al-Robei, afirmou na terça-feira que o Governo de seu país não assinará nenhum acordo com os EUA que não inclua um calendário de retirada das tropas norte-americanas.

A Casa Branca, por sua parte, reiterou hoje sua rejeição a fixar um calendário de retirada de suas tropas no Iraque, e insistiu que uma saída estará condicionada à situação no terreno. EFE cai/gs

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