Tropas dos EUA farão escolta da entrega de alimentos no Haiti

Porto Príncipe, 19 jan (EFE).- As tropas dos Estados Unidos e do Canadá que chegarão ao Haiti nos próximos dias não patrulharão as ruas nem vão desempenhar atividades de segurança, mas serão responsáveis por escoltar as operações de distribuição de alimentos, informaram fontes da Missão da ONU no Haiti (Minustah).

EFE |

Em entrevista coletiva, o general brasileiro Floriano Peixoto, chefe do contingente militar da Minustah, esclareceu que a distribuição exata de tarefas será decidida com precisão em um "memorando de entendimento" que será assinado nos próximos dias entre essa Missão e os Governos dos dois países norte-americanos.

"Os norte-americanos farão a ajuda humanitária, e nós a segurança, mas nós poderemos também auxiliar na ajuda humanitária", esclareceu Peixoto.

A Minustah conta com 3,5 mil militares de diferentes contingentes só em Porto Príncipe, "e poderíamos trazer mais se for necessário" do restante do país, e a eles se acrescentam 2 mil policiais, ao comando do comissário-chefe Gerardo Chaumont, argentino.

Chaumont esclareceu que pediu "reforços, mas detalhou que precisa de gente específica, com certas capacidades, como controle de distúrbios civis, escoltas alimentícias, segurança de bancos".

Além disso, o Conselho de Segurança da ONU decidiu hoje reforçar o contingente militar e policial da missão no Haiti com 3,5 mil agentes mais durante seis meses, dos que 2 mil serão soldados e o restante de policiais.

O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe.

Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

Conforme o Exército brasileiro, pelo menos 17 militares do país que participavam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE fjo/dm

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