Tropas dos EUA constroem centro de operações em zona talibã do Afeganistão

Cabul, 7 jul (EFE).- As tropas americanas, que realizam uma grande ofensiva contra os talibãs em Helmand, no Afeganistão, tomaram o controle de uma estratégica zona no sul da província e iniciaram a construção de um centro de operações, informou hoje a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em comunicado.

EFE |

Segundo a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), sob comando da Otan, a partir deste complexo, que demorará quatro dias para ser construído, as tropas internacionais planejarão as ofensivas que devem lançar no lado sul do vale do rio Helmand e na fronteira com o Paquistão.

"Tudo o que acontecer ao sul do rio depende de nós", disse o capitão Chris Annunziata, no comunicado.

"Foi uma surpresa total. O inimigo não tinha nem ideia que vínhamos, nem da rota que íamos tomar", comemorou a tenente Tabitha Pinter, segundo a nota, que não especifica o número de mortes de talibãs nos últimos dias.

Ontem à noite, a Isaf informou que 500 marines americanos tinham entrado em Khanishin, capital do distrito helmandí de Reg, onde os talibãs têm uma grande presença.

A Isaf acrescentou que a Polícia afegã, com o apoio de soldados estrangeiros, "restauraram o controle do Governo" nesta cidade, sob domínio talibã há vários anos.

"Esta é a primeira vez que as forças internacionais têm uma presença sustentada ao sul do vale de Helmand", apontou a Isaf.

Quase 4 mil marines americanos e 650 membros das forças de segurança afegãs realizam desde o dia 2 de julho a chamada "Operação Khanjar" (Golpe de Espada), em Helmand.

O esforço militar se concentra no centro e no sul da província, enquanto tropas majoritariamente britânicas enquadradas na Otan tentam atacar a insurgência paralelamente no norte da capital helmandí, Lashkar Gah.

O general americano Stanley A. McChrystal, à frente da coalizão e da Isaf desde junho, anunciou ontem as diretrizes seguidas pelos soldados com o objetivo de minimizar as vítimas civis.

"Temos que lutar contra os insurgentes e usaremos as ferramentas que temos para derrotar o inimigo e proteger nossas forças", disse.

"Mas não ganharemos baseando-nos no número de talibãs que matarmos, mas em nossa habilidade para separar os insurgentes do centro de gravidade: o povo", afirmou McChrystal, que chegou ao Afeganistão, após ter dirigido a operação no Iraque. EFE lo-amp/pd

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