Tropas detêm presidente de Honduras--governo

TEGUCIGALPA (Reuters) - Soldados de Honduras prenderam o presidente de esquerda Manuel Zelaya neste domingo em uma crise institucional desencadeada por sua tentativa de ser reeleito, afirmaram oficiais do governo. As tropas levaram Zelaya, um aliado do presidente venezuelano Hugo Chavez, de sua residência para um local desconhecido, disse à Reuters Eduardo Reina, secretário privado do presidente.

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Ele disse que tiros foram disparados durante o incidente, mas esta informação não pôde ser confirmada de maneira independente.

"Nós recebemos informações de que ele foi levado a uma base aérea militar", afirmou Rafael Alegria, um oficial sênior do governo, à rede de televisão pro-Zelaya Channel 8.

O presidente demitiu o chefe das Forças Armadas semana passada após este se recusar a ajudá-lo a organizar um referendo não-oficial no domingo para permitir que os presidentes possam exercer mais do que um único mandato de quatro anos.

O empobrecido país da América Central havia se mantido politicamente estável desde o fim do governo militar no início da década de 80, mas a pressão de Zelaya para mudar a constituição e permitir que ele possa exercer outro mandato abalou as instituições do país.

A Suprema Corte saiu contra Zelaya na semana passada e ordenou que ele reintegrasse o chefe militar despedido Romeo Vasquez --um movimento que o presidente declarou ser um "golpe" contra ele.

A crise econômica global desacelerou o crescimento de Honduras, país que depende das exportações de café e de tecidos e das remessas de dinheiro dos que vivem no exterior. Pesquisas de opinião recentes mostram que o apoio a Zelaya caiu a 30%.

Honduras, com 7 milhões de habitantes, é um importante ponto de trânsito para o tráfico de drogas.

(Reportagem de Mica Rosenberg e Gustavo Palencia)

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