Tropas curdas se negam a acatar ordens do Governo iraquiano

Bagdá, 14 ago (EFE) - O Iraque enfrenta novas tensões políticas depois que as milícias curdas, chamadas de Peshmerga, negaram-se a se retirar de certas áreas da província de Diyala, apesar de terem recebido uma ordem direta nesse sentido desde Bagdá.

EFE |

A Peshmerga, uma força integrada por dezenas de milhares de milicianos, se encarrega agora da segurança nas províncias curdas do norte iraquiano, sob o mandato de um Governo autônomo.

O Ministério da Defesa do Iraque ordenou na quarta-feira a esta força militar que desaloje duas áreas de Diyala, onde em julho, teve início uma vasta operação militar contra-insurgente, suspensa desde segunda-feira passada.

Mas os responsáveis dos milicianos curdos se negaram a acatar a ordem de retirada, argumentando que só recebem instruções do Governo do Curdistão iraquiano, cujo mandato, no entanto, não se estende à província de Diyala.

"A recusa dos peshmerga a se retirar dessas duas áreas cria tensões com as unidades do Exército do Iraque na região, e pode ter implicações imprevisíveis para as relações entre as duas partes", disse à Agência Efe uma fonte do Ministério da Defesa que preferiu manter o anonimato.

A ordem oficial de retirada foi justificada para permitir o desdobramento das forças do Exército do Iraque nessas duas regiões como parte de uma estratégia para estreitar o cerco e evitar o retorno de insurgentes à zona, especialmente de grupos islâmicos vinculados à Al Qaeda. EFE am/db

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